O Mito do "Simples"
O nome "Simples Nacional" engana muita gente. Ele unifica 8 impostos em uma guia só, o que é ótimo burocraticamente, mas nem sempre é o mais barato financeiramente.
À medida que sua empresa fatura mais, a alíquota do Simples sobe progressivamente. Já no Lucro Presumido, as alíquotas tendem a ser fixas (embora a burocracia seja maior).
Quando sair do Simples?
A regra de ouro costuma ser o Fator R. Para empresas de serviços (Advocacia, Engenharia, Consultoria, Tech), se a sua folha de pagamento (salários + pró-labore) for menor que 28% do faturamento, você cai no Anexo V do Simples, que começa tributando em 15,5%.
Nesse cenário, o Lucro Presumido (que tributa serviços em torno de 13,33% a 16,33% dependendo do município) pode começar a valer a pena, ou então é necessário fazer um planejamento tributário para aumentar o Pró-labore e voltar ao Anexo III (6%).
Tabela Comparativa Rápida
| Característica | Simples Nacional | Lucro Presumido |
|---|---|---|
| Guia de Imposto | Única (DAS) | Várias (DARF, GPS, ISS) |
| Alíquota | Progressiva (aumenta com faturamento) | Fixa (baseada em presunção) |
| INSS Patronal | Incluso (na maioria dos anexos) | Pago à parte (20% sobre folha) |
| Ideal para | Comércio pequeno e serviços com folha alta | Serviços com folha baixa e faturamento médio |
Atenção: Essa é uma decisão que deve ser tomada junto com seu contador, fazendo simulações na ponta do lápis.